Master

January 26, 2018

Definições são como um muro. Impõem limites e não deixam que a visão possa admirar o verdadeiro horizonte, seja ele real ou intangível.

                Avaliar o outro simplesmente como chefe, mestre ou em fase de teste propõe uma situação quase que estanque criando uma imagem superficial e de estagnação e concluindo que o sujeito é aquilo que se diz que ele é e não necessariamente aquilo que ele é de verdade.

Quantos, ao seu redor, você conhece pelo cargo, função ou graduação sem se dar conta de que ‘esse aí’ tem casa, família, fome sede, vontade e até time de futebol?

                Vai dizer que a visita técnica é do Engenheiro ou do Eduardo?

                Vai ser atendido pelo Doutor ou pelo Luiz?

                Vai agradecer os ensinamentos do Mestre ou do José?

                Não estou aqui atacando ou defendo nem lá e nem cá. Títulos são sim um importantíssimo mecanismo de reconhecimento de uma caminhada de dedicação e evolução, onde agregou-se conhecimento e experiência. Deve-se sim ser valorizado hierarquicamente e receber todo o devido respeito.

                Porém, as pessoas (estas que estão aí ao seu lado nesse exato momento) não são seus títulos! Essas pessoas aí são...pessoas, e seus títulos serão apenas emblemas de conquistas estampados na parede se não forem aplicados com eficiência, assertividade e honra.

Enaltece-se sim quando um engenheiro civil realiza os cálculos de uma grande obra! Esse profissional cursou uma faculdade, talvez uma pós-graduação e terá seu nome estampados nos registros como “o” responsável pela obra. E merecidamente! Mas nossos olhos brilham mesmo ao ver o resultado de sua obra e o esplendor estampado em aço, concreto, areia e pedra. Nesse instante ninguém dá a mínima para seu Curriculum Vitae.

                É maravilhoso quando um médico (‘Doutor’) escarafuncha nosso organismo e acaba por descobrir as causas de nossa enfermidade! Sentimo-nos aliviados, gratos, felizes. Enaltecemos não o seu diploma na parede, mas sua competência e habilidade em lidar com os fatos e nos promover a cura.

                Sem esquecermos dos Mestres do ensino, os professores! Na grande maioria do professorado não se encontra profissionais com Mestrado. Mas são reconhecidos como mestres por terem a grandeza do ensino em suas veias e promoverem o crescimento de seus alunos por sua expertise e dedicação. São estudiosos natos e valorizados por saberem agregar valor ao seu trabalho digno de formação de gerações. O aluno ali parado a sua frente não tem manifestação de curiosidade pela formação acadêmica do professor se for impactado por uma aula estonteante e competente.

                Títulos são sinônimos de conquistas e crescimento, mas são conquistados pelo esforço do mérito e dedicação constante e não significam o fim de um processo mas sim o início de um outro pois, ao se vencer um degrau, não paramos no meio da escada e continuamos o mecanismo em vias do crescimento individual e coletivo.

                Eu, Eduardo Dias, estou recebendo o título de Master Coach e me sinto muito lisonjeado pela outorga. Conheço e entendo as demandas que essa chancela me impõe e me sinto absolutamente preparado para todos esses desafios, realizando o meu trabalho para promover com competência, respeito e honestidade o desenvolvimento do ser humano, consciente que esse título não me faz melhor que ninguém, sendo apenas o fruto de minha dedicação e comprometimento...mas que é legal ser Master Coach, isso é!

 

 

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