Está Chegando a Hora!

February 23, 2018

Imagine se você encontrasse a oportunidade para descobrir como realizar o sonho de ser aprovado no vestibular que tanto quer da maneira mais eficiente possível? Como você se sentiria ao encontrar as ferramentas que construirão a sua vaga na universidade de seus sonhos? Então a regra até agora era estudar, estudar, estudar, abrindo mão de tudo e de todos, deixando de lado até as coisas que mais potencializariam seu caminho? Olhando para dentro de você mesmo, será que se consegue verdadeiramente saber o que está faltando para que você seja finalmente aprovado no curso daquela específica faculdade?

Aqui, o vestibular é apenas uma metáfora do desafio a ser enfrentado por conta própria, da construção de estratégias de conquistas e do crescimento profissional e como ser humano.

Poderia facilmente correlacionar este texto com concursos públicos, exames de seleção para estágios (aditive-se aqui suas entrevistas e dinâmicas), provas de residência médica e odontológica, exames da OAB (e suas tão propagandeadas primeira e segunda fases), entrevistas de emprego e sistemas de promoção interna das empresas, enfim, os argumentos se propõem aos vestibulares que também enfrentamos cotidianamente em nossa trajetória de vida e no trabalho onde apenas os aprovados seguem o caminho e fazem a “matrícula”.

É a referência bíblica da porta estreita! O que significa que não haverá espaço de passagem se você não se apertar porque o lado de lá é para poucos, principalmente no nosso país.

Bom, sabemos que o Brasil possui grande extensão territorial além de grandes desigualdades de oportunidades e historicamente não é apto dos processos de inclusão e sadia política social. Por gerações puderam-se ver famílias que sobreviveram, ao invés de prosperarem, que trabalham de sol a sol sem grandes expectativas de crescimento social e econômico. Essa cultura criou, em uma parcela substancial da população, um paradigma no qual cursos universitários de profissões liberais, como a medicina, seriam um divisor de águas em suas histórias, podendo gerar uma demanda que promova satisfação e riqueza, colocando-os numa faixa estreita da parte superior da pirâmide social. Há, por outro lado também, uma parcela da sociedade de alto poder aquisitivo tentando não perder essa hegemonia, passando a mirar essa formação para dar continuidade ao seu estado.

Tanto isso é um fato que não é incomum verificar que a cada ano é cada vez maior a procura por cursos de alta performance, podendo ser percebida numa relação candidato/vaga para os cursos de medicina que figuram sempre próximo dos 300 candidatos por vaga nas principais universidades públicas brasileiras, como Unesp (312), UFU (338) e Unicamp (279), para citar alguns. Dessa maneira, se considerada uma média de 100 vagas para o curso de medicina em cada instituição, teremos algo em torno de 30 mil jovens nessa disputa em cada universidade.

Assim, verifica-se que há anos, apesar da enorme evolução dos métodos de ensino, qualidade técnica dos professores, cursos pré-vestibulares e dos recursos didáticos, no final sempre uma grande parte de alunos muito bem preparados e esperançosos pela aprovação fica de fora das principais listas. Pode-se contra argumentar que os melhores sempre entram, mas se considerarmos algo em torno de 3 mil candidatos avaliados como concorrentes em potencial, as diferenças entre eles (entre os que são e os que não são aprovados) não é tão substancial. Todos estudam muito, tem muito apoio, compreendem grande parte das programações das disciplinas, porém, naufragam no final, frustrando-se e assumindo uma mácula desproporcional de incompetência e fragilidade. Alguns fazem dois, três, quatro ou sabem-se lá quantos anos de cursos preparatórios sem saírem do lugar e mostrando-se cada vez mais fracos e desmotivados para atingirem o seus estados desejados.

A pergunta que cabe é: o que falta para que esses alunos que estudam tanto para escreverem seus nomes nas principais listas de aprovados nos cursos de desejo alcancem seus objetivos? Mesmo dedicando-se por horas, dias e meses, tendo às vezes toda uma estrutura criada para o sucesso, por qual motivo na hora da verdade sucumbem deixando talvez outros candidatos (às vezes menos preparados) tomarem seu lugar e receber os louros da vitória?

E esses alunos sempre, sempre vão se perguntar: o que faltou?

 

 

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