Ai, meu Deus!

March 20, 2019

Nem sempre é fácil conviver com as pessoas ao nosso redor.

Por mais que gostemos delas, em muitas ocasiões seus comportamentos são tão ofensivos que chega a dar nos nervos a raiva e o ódio que passamos a sentir, mesmo tendo a consciência que a vontade que deveríamos ter deveria ser diametralmente oposta a essa.

Mas em muitas ocasiões não temos como fugir do convívio e também, às vezes, nem queremos o afastamento. Queríamos apenas a paz e o equilíbrio que constroem crescimento e prosperidade, vivendo um dia a dia sadio e proveitoso emocionalmente...

Ai, meu Deus!

Acontece que o sabor do rancor que sentimos quando somos espezinhados por alguém é muito maior que abnegação para dar a outra face. Sentimos o amargor das profundezas da alma e uma vontade pra lá de Bagdá de dar o troco, de devolver as ofensas e de retornar na mesma moeda as maldades que recebemos!

Não é nada fácil sermos bonzinhos diante da fúria e da imposição impiedosa dos sentimentos que são vociferados bem na nossa cara. Queremos mesmo é dar um safanão “nessezinho”.

Sermos complacentes e equilibrados nesses momentos não é uma oferta que temos a mínima vontade de propor diante de tais incredulidades, pois vamos sentindo dor atrás de dor sem, às vezes, nem mesmo sabermos o porquê.

E pronto. Saímos rapidamente a galope para aniquilar esse malfazejo inimigo que nos assola a alma, seja no escritório, no futebol de segunda ou mesmo em casa no jantar.

E pronto. Está feito o ringue do início do fim de nossa jornada rumo a outro nível.

Ai, meu Deus!

Se só experimentamos o que vem a nossa boca, por que deixá-la aberta quando o cantil do outro nos aponta fluidos de maldade?

Se precisaríamos nos abaixar para sermos espezinhados, qual o sentido de não andar de cabeça erguida?

Se atingimos o fundo do poço da alma quando cavamos nossa própria cova, existe razão em continuar a cavar?

Sentimentos geram grande quantidade de energia e, quanto mais intenso for, maior a frequência dessa onda. Assim, quando você encontra alguém do tipo ‘good vibe’, você tende a se sentir calmo e tranquilo, ao passo que conviver com aqueles hiperativos de alegria fazem você sentir dor no maxilar de tanto sorrir.

Ai, meu Deus!

Mas tem aquela criatura que de tanto reclamar faz até chover apenas na mesa dele em dia de céu de brigadeiro e quem se molha são os parceiros que o rodeiam... Sem contar sobre indivíduos que vivem problemas, alimentando-se deles e tendo um amor condicional para o foco exclusivamente no problema.

Acontece que, independente do estilo de cada um e de cada um saber a dor e a delícia de ser o que é, e de terem o direito de externar seus sentimentos na cadência que desejarem, cabe a cada um de nós fazer ou não o papel de para raios!

A escolha é nossa se vamos ou não absorver, reverberar ou neutralizar essa energia, seja ela boa ou ruim!

Cabe a mim, a você e a qualquer um o livre arbítrio de tomar uma atitude (mesmo que seja a inércia) sobre o que se oferta de sentimentos por aí, e se levamos para nossa vida aquilo que é do outro.

Sentimentos ruins e maus comportamentos muitas vezes apenas refletem um pedido de ajuda e a necessidade de aprender a fazer melhor, e não necessariamente um desvio proposital de caráter para nos fazer sofrer de forma deliberada.

Usar a empatia e perceber com que viés o outro enxerga a realidade é um bom começo para tentar entender que tipo de filtro as pessoas que nos rodeiam selecionam suas experiências de mundo.

Mas, ai, meu Deus, se o meliante comportamental formos nós, hein!

 

 

 

 

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