Todo dia um 1º de abril

April 2, 2019

Então você acorda em plena manhã de segunda-feira, olha no relógio de seu celular e...BINGO! Você descobre que acordou apenas 9 minutos antes do toque do despertador... “Que azar!”, é a frase que vem a sua cabeça e um sentimento de frustração já toma conta completamente de seu ser.

Cara amassada, cabelo em pé e desgrenhado, corpo arcado e os passos lentos levam sua carcaça até o banheiro. Parece mentira que isso está acontecendo logo em um 1º de abril.

Ao olhar para o espelho, você já contabiliza as horas que demorará heroicamente para voltar para sua alcova, contabilizando prejuízos emocionais vindouros das reuniões de planejamento, do cumprimento de cargas de estudo ou do maçante compromisso com os afazeres domésticos.

A sensação que você tem é que o seu dia serve apenas como um pedágio para que valha a pena voltar para casa ao fim do expediente, como um estágio no Limbo antes de ir para o Céu de sua cama. Se bem que, em certos momentos parecerá mesmo que você estará fazendo hora extra com o capeta...

Daí você volta para casa, assiste TV e YouTube, zapeia o celular, passa três horas vegetando com a tela de suas redes sociais em sua cara e... vai dormir.

Então você acorda em plena manhã de terça-feira, olha no relógio de seu celular e... recomeça tudo de novo!

A sensação que dá é que você está vivendo o mesmo dia, todo dia, como no filme O Feitiço do Tempo, de 1993, onde Bill Murray interpreta um repórter de meteorologia bastante arrogante que precisa fazer uma reportagem em uma cidadezinha pequena. Aquilo não faz muito sentido para ele, gerando uma ansiedade para ir embora do lugar o mais rápido possível e voltar para casa, vendo as pessoas como inferiores. Mas, como por mágica, alguma coisa o obriga a ficar preso no lugar revivendo o mesmo dia.

Como no filme, você passa a viver como se sua vida não andasse pra frente, retornando a cada dia ao mesmo lugar de ontem, como se escolhesse não progredir, não prosperar e não experimentar novas oportunidades.

Quando caímos na vala da vida cotidiana, a sensação que dá é muito parecida com as metáforas criadas acima. Acabamos por reviver esse maledeto dia sem termos forças às vezes nem para questionarmos nosso status quo comportamental.

Somos tão absorvidos por nossa falta de autoridade, por nossa arrogância de não nos permitirmos ir além das imagens e por não vivermos uma vida de verdades, que a cada manhã é como se revivêssemos uma segunda-feira, 1º de abril.

Acabamos por negligenciar nossas habilidades e não desempenhamos nossas mais incríveis capacidades por medo do julgamento e dos olhares questionadores de uma sociedade superficial e pouco interessada em apreciar o crescimento alheio. Nos deixamos levar assumindo uma vida de mentiras e cheias de frustração pela nossa absoluta falta de tomada de decisão.

Simplesmente vamos acordar amanhã com a sensação de vivermos novamente o ontem, sem avançarmos uma lasca de unha em direção à plenitude, à espera que isso tudo termine e que finalmente, possamos ir para casa.

Tanto isso é verdade, que chamamos o happy hour apenas os encontros pós-trabalho as sextas às 18 horas, e nunca as segundas às 8 horas da manhã, não é mesmo?

Agora, seja sincero com você mesmo, e responda: que histórias você anda contando para si mesmo sobre a sua própria história?

Que experiências novas você tem se permitido realizar?

Que compreensão você tem sobre suas reais competências?

Que viagens para fora de seu mundo você tem feito?

Não seria interessante começar a dizer a verdade sobre si mesmo diante da vida que você tem?

E antes que você tenha que assistir ao filme, vai aqui um carinhoso e amigável spoiler...o personagem de Bill Murray acaba aprendendo a conviver com as pessoas e também a respeitá-las, descobrindo uma vida nova a cada manhã, permitindo-se construir experiência inéditas e surpreendentes, mesmo tendo que voltar a viver o mesmo dia, todo dia.

E isso é verdade!

 

 

 

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