Pérolas para porcos!

April 24, 2019

Eu definitivamente não vou parar de escrever, postar vídeos e muito menos deixar de gravar meus podcasts!

Continuarei divulgando meu trabalho nas redes sociais, em minhas salas de aula, em treinamentos corporativos, atendimentos de coaching e palestras. Se possível, tenho bagagem pronta para mais seis livros, alguns e-books, apostilas e muito, muito mais materiais.

Não me importa se serão impressos ou audiovisuais. Podem até serem palavras distraídas no balcão do Bar do Dê, em Santa Rosa de Viterbo, ao som de sertanejo raiz e uma ‘marvada’ pra aquecer o peito.

O que eu tenho em mim já não me pertence.

Meu conhecimento acumulado não tenho a intenção de represá-lo. Quero libertar-me disso e fazer do meu saber o saber de todos, para que eu possa buscar mais e beber meu oceano de dúvidas, só para voltar e pulverizar.

Tenho claro em minha mente que minha sabedoria tem limite naquilo que eu mesmo imponho, cabendo exclusivamente a mim mesmo a decisão sobre o quê, quando e o quanto buscar.

Eu, sinceramente, estou gradativamente me livrando das garras opressoras do julgamento alheio que tentou (e conseguiu por muitas vezes...) dirigir meu caminho.

Sabe aquelas frases jogadas a esmo, como folhas ao vento da crítica superficial, que tem mira laser e caminha para o quintal de nosso medo e de nossas crenças limitantes?

“Você vai publicar isso?”, “Acho que as pessoas não vão gostar!” ou “Humm...não tem nada a ver...”.

Quando eu me sinto sensível e aberto demasiadamente às críticas, essas abordagens me matam e passo a controlar meu ímpeto de produtor pois me sinto tolhido, triste e sem inspiração.

E que tolo que eu sou!

É que ainda tenho resquícios de dependência e acabo por emprestar as rédeas de minha vida ao sabor de outras pessoas. Fico tentando me adaptar à uma temática comercial, vendável, superficial e pasteurizada.

E me lembrei de uma conversa que tive com um amigo que eu não via há algum tempo, em que falávamos sobre possíveis demissões num futuro próximo, tanto pra mim quanto para ele, em função das mudanças trabalhistas e situação econômica blábláblá. Eu disse a ele que, caso isso venha a ocorrer, ou mesmo que o barco de minha carreira de Coach/Palestrante/Professor/Trainer mine água, não vou parar, pois defendo a ele a tese que não há quem seja mais importante, se é a peça retangular ou o buraco redondo. Há apenas um desalinhamento entre o que se está propondo-se a contribuir e que se espera de contribuição.

Se eu tenho algo a acrescentar ao mundo, que seja minha contribuição própria e que seja, também, verdadeiro. Quero que as pessoas saibam o que eu vi da vida e quais os sentimentos que recebi e também os que causei. Tenho vontade de colocar uma placa do tamanho de um outdoor bem em cima de minha cabeça, dizendo que meu propósito maior é que, cada pessoa que eu tiver o prazer de conviver, assuma a empatia em máximo nível e que veja o mundo com os meus olhos.

O que essas pessoas vão ganhar com isso é problema de cada uma delas, por que eu não pergunto o que fizeram com os presentes que lhes dei em seus aniversários, se usaram, trocaram ou simplesmente esqueceram.

Penso apenas em inspirar, agir, doar e crescer. Se é bom ou ruim, vai do filtro de cada um.

Essa decisão não é minha!

Eu decido sim apenas para a contribuição que meu viés pode gerar em suas existências. E se acharem que não vale a pena, que seja. Bastará apenas não consumir de minha barraca em dia de feira.

Pois o dia que eu me importar com o que vão falar e dizer sobre minhas falas e dizeres, certamente passarei a beber, no Bar do Dê, doses de soberba, e assumirei meu conhecimento como se fosse pérolas para porcos.

Nesse dia, eu me demito.

 

 

 

 

 

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